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NATURE'S SPACEO CAMINHO É EM FRENTE |
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July 09 FASES...Cansada vida amargura Desgastado corpo tortura Invadido por rios correntes Débil mente loucura Sob luz de viagem escura Tomada de ideias quentes
Baldia passagem vazia Passada que está já um dia Que outro virá a correr Uma história de percurso Bruscas atitudes de recurso Tidas por quem não quer
Mas o dia surgirá Sol radioso brilhará Força de luz e calor Obstinada vontade a subir Portas tidas por abrir Em fases de sofrida dor
Nature - 09.07.2009
June 29 ESCREVER...Escrevo.......
E solto-me ao vento rasgo-me o pensamento Retalhos do corpo e alma E atiro-me às ondas de letras Juntas, não mais são secretas Correntes inusitada calma Escrevo... E vivo qualquer aventura Arranco da ala escura Desejos, vontades, jogadas Momentos lançados ao mundo Verdades arrancadas do fundo Realidades outrora sonhadas Nature - 29.06.2009 June 25 MORRER DE AMOR
Escorre por meu corpo quente Teu suco doce e viscoso Minh’alma de ti está carente Meu corpo de ti desejoso
Solta em mim tuas loucuras Sem fome são alimento Com tuas gotas impuras Um mar em ti eu invento
E subtilmente penetro em ti Em teus montes e bosques E cheiro-te aqui e ali Quero que em mim te enrosques
E depois dos corpos fundidos De melodias aos nossos ouvidos De palavras, sons e gemidos Insanos prazeres vividos Nature - 26.06.2009
June 09 SOLTA-TEMorde-me mulher veneno
Em imenso corpo pequeno Espalha molhada saliva Bebo-te mesmo sem sede Em bica agora sem rede De desejo e vontade viva Vem-te mulher diabo Cospe em mim doce escaldado Por um fogo que te consome Sinto teus orgasmos vadios Correm por mim como rios Por fendas e cantos sem nome E finalmente dás-te por rendida Depois de curada a ferida Suspiras de exaustão E eu, de corpo e alma Me rendo à tua calma Te guardo em meu coração Nature - 09.06.2009 May 27 InsinuaçóesOh insana alma perversa mulher Não ouses provocar-me sequer Da perversidade eu sou tutor Ao teu ritmo quero e avanço Pensando que nunca me canso Eu corro em nome do amor
Tu, dona prodígio veneno Mulher de corpo pleno Espetas fundo tua lança Cego e ousado penetrar Quente e húmido pulsar Aos poucos por mim avança
Uma dança envolve-me o ser Musa pronta a me envolver Meu par de sonho encantado Sente-me as mãos q te roçam Sente-me os dedos que coçam Onde te mora o pecado
Orgasmo de versos estrofes Sinto-te o mal de que sofres Vidas traçadas no papel Vontades desejos recalcados Inteiros partidos bocados Gravados em ti a cinzel
Renego essa dor que corta Esconjura-me que não me importa Faz-me pedaço despedaçado vazio Em palavras assumo meus actos Resta a evidência dos factos Sou homem corpo vadio Nature - 27.05.2009 May 13 EVASÕES
Rasgo-te a roupa feroz Procuro teu ninho do amor Dedo a dedo percorro-te veloz Quero o que tens de mais valor
Braços fortes Espreitam sortes Encobrem-te com artes Lindas íntimas partes
Lânguido, sôfrego, teso Brilho por demais aceso Bebo em ti teu leite doce Como se animal eu fosse Arrepios em mim a ferver Agora que sinto te ter Entrego-te legado meu ser Em troca loucura gemer
No final de contas Enquanto me montas Fazes de mim cavalo E a relinchar Faço de ti meu par Golpe de laço e estalo Nature - 12.05.2009
March 31 VI-TEHoje vi-te Em palavras soltas Como bandos de gaivotas Ao sabor do vento
Hoje vi-te Em palavras livres Como areias finas Revoltas no mar
Hoje vi-te Em palavras loucas Como crespas ondas Ao longo da costa
Hoje vi-te Em palavras perdidas Como notas à deriva De um piano vazio
Hoje vi-te Em palavras vivas Como pedras parideiras Sustentadas na rocha
Hoje vi-te E gostei de te ver Em todas elas Eras tu...
Nature - 31.03.2009
March 18 MOMENTOS COMUNSAproveita cada momento comigo
Sempre em mim tens um abrigo
Num turbilhão de vivências
esquece o tempo em que eu falto
Dando por cima enorme salto
Nas minhas quebras, minhas ausências
Deixa-me acalmar tua chama
Deitar-me contigo na cama
Sentir de perto o teu doce
Quero eu debelar teu fogo
Sentir que te molhas logo
Como se bombeiro eu fosse
Porque na altura em que não estou
Não deixo de ser quem sou
Estudo apenas o que não aprendi
pois até na minha ausência
nunca cairá em falência
O amor que sinto por ti
Entra em mim porque sou teu
Enche a alma ou coração meu
Nem que por isso eu sufoque
Sente-me a vibrar por ti
Vive comigo o que eu já vivi
Apenas com leve toque
Nature - 18.03.2009
March 04 PERENE...Algo de anormal se passa
Sente-se um frio que trespassa
E deixa tudo enregelado
Faz grande a distância dos corpos
Surgem à tona os desejos mortos
Todos relevam o tempo passado
É uma vida que se escorre
Como saber o que em nós morre
O fim de um ciclo que se avista
Serão ideias que se descruzam
Fraquezas que de nós abusam
Ou sonhos que se apagam da lista
Quanto mais velho mais intolerante
De vida em vida em viagem errante
Como folhas de um livro que está por abrir
As vidas da vida que nos é suprema
Nascem e morrem de forma serena
Em cada uma delas te vou descobrir
Nature - 04.03.2009
January 13 QUERIDAAcordaste os meus sentidos
Avivaste a minha memória
Agora és música para os meus ouvidos
Agora és parte da minha história
Coloriste minha massa cinzenta
Puseste meus olhos felizes
Agora és luz que me alimenta
E palavras doces me dizes
Assim permaneço tremendo
Com desejos a que não me atrevo
A ti, sei que te entendo
Amo-te da forma que devo
NATURE - 13.01.2009 November 12 TU...TU...
Fruto da sorte ou azar
Feito fui eu para amar
Feito para ser amado
Que seja sempre a teu lado
Dou-te tudo de mim
A ti me entrego assim
Despido de preconceito
De alma livre no peito
És a letrada que me ensina
És a médica que me examina
A enfermeira que bem me trata
Porém es letra que me domina
Um calmante como a morfina
Veneno que a mim não mata
A ti te rodeio
Por ti me passeio
Nunca te vejo o fim
É teu meu galanteio
És tu por quem eu anseio
És quem eu quero para mim
És fogo que em mim arde
Que não se atreva a apagar porque é tarde
Deixa o meu coração louco
Outras vidas consegue por pouco
És chama que me consome
Remédio de insana fome
Provento de coração e alma
Num barco agitado
Nas ondas desregrado
De uma maré bem calma
Nature - 12.11.2008
September 24 ESTRANHA LOUCURAEstranha loucura
Estranha loucura esta
Que a um louco se manifesta
Sofro de ânsia da descoberta
da busca em parte incerta
Sofro de insatisfação
Faço das tripas coração
Numa procura desenfreada
Do quase tudo e do pequeno nada
São fases de corridinho
Por todo e qualquer caminho
Sei que um dia tudo acalma
E quando o momento chegar
Vou então poder dar
Merecido repouso à alma
Nature - 24.09.2008
August 01 QUE SOU EU?QUE SOU EU?
Não sou homem, não sou nada
Não sou faca nem espada
Sou brisa leve no teu rosto
Ou vento forte do sol posto
Não sou homem, não sou nada
Não sou tiro nem facada
Sou o sussurro que te desperta
para a vida que é incerta
Não sou homem, não sou nada
Não sou rua nem estrada
Sou o trilho que percorres
Onde estás sempre e não morres
Não sou homem, não sou nada
Não sou frente nem fachada
Sou a sombra que te segue
Pois a mim estás entregue
Serei brisa ou serei vento
Serei terra ou mesmo mar
Sou teu tempo, teu momento
Sou o sorriso do teu olhar
Nature - 01.08.2008 July 04 EM TEU REDOREM TEU REDOR
Que colhes assim
Se não olhas para mim?
Que tentas ganhar
Sem sequer me escutar?
Sentes-te solta
às portas do mundo
Mas encontras-te envolta
por redoma sem fundo
Hoje ou amanhã
Aqui ou acolá
Dentro ou fora da norma
Seja de qualquer forma
Alguém há que te quer bem
E quem não quer não é ninguém
Nature - 04.07.2008 July 02 AI SE EU PUDESSE...AI SE EU PUDESSE…
Ai se eu pudesse ter-te por momentos Se eu pudesse ouvir teus lamentos Quero matar essa fome Quero essa pica que aos poucos some
Ai se eu te pudesse agarrar Se pudesse em ti penetrar Lamber teus poros molhados Abrir teus caminhos fechados
Ai se eu te pudesse sentir Se eu pudesse ver-te sorrir Ver teus olhos contentes Sentir o mesmo que sentes
Ai se eu pudesse agir por instinto Se pudesse mostrar o que sinto Tocar essa pele macia Ter-te nesta vida um dia
Ai se eu pudesse….
Nature - 02.07.2008 June 20 Viagem alucinanteVIAGEM ALUCINANTE
FOI UMA DECISÃO DE CORAGEM ESTA DE PARTIR EM VIAGEM PARA SABER O ESSENCIAL SOBRE O LIXO ESPACIAL SÃO OBJECTOS QUE ORBITAM SATÉLITES QUE SE LIMITAM DEPOIS DE TANTO CANSAÇO A FLUTUAR NO ESPAÇO PARTI DE MADRUGADA NUMA NAVE BEM PREPARADA RUMO A CÉU ABERTO COM DESTINO A LOCAL INCERTO SUBI SEMPRE NA VERTICAL SEMPRE À PROCURA DUM SINAL DO INFINITO QUE ME ESPERA DEPOIS DA ESTRATOSFERA COM OS COMANDOS SEMPRE À MÃO ULTRAPASSEI A VELOCIDADE DO SOM FIZ OS CÁLCULOS CORRECTOS PARA EVITAR OS OBJECTOS QUE CIRCULAM EM MEU REDOR SEJA DE QUE FORMA FOR A VISTA É IMPRESSIONANTE A VELOCIDADE É ALUCINANTE LEMBREI-ME DAS VELHAS SUCATAS ESCONDIDAS NAS NOSSAS MATAS FERROS VELHOS A FLUTUAR QUASE NÃO CONSIGO PASSAR FUI ATINGIDO DE REPENTE POR UM OBJECTO DIFERENTE PARTIU-ME OS VIDROS DE UMA VEZ ERA UM SATÉLITE FRANCÊS A PRESSÃO FOI-SE PERDENDO PORQUE CAIO NÃO ENTENDO FUI BATENDO EM CADA BOCADO DE LIXO ABANDONADO TENHO PÁRA-QUEDAS PARA AJUDAR NESTA TRAVAGEM QUE SE VAI DAR CUBRO A CABEÇA, ENCOLHO OS JOELHOS ACABARAM-SE OS FERROS VELHOS ESTE LIXO FLUTUANTE ARRUMOU COMIGO NUM INSTANTE SÓ ME RESTA VOLTAR A TERRA MAIS UMA AVENTURA SE ENCERRA
Nature - 20.06.2008
June 04 A uma desejada AmigaA uma desejada Amiga
Sei lá de onde me surgiu
Não sei como evoluiu
Nem é coisa que me interesse
Aproveito o que me dá
Enquanto andar por cá
Sempre na boa, sem stress
Sei que a empatia nasceu
Sei até que já cresceu
Mas não é nada que me importe
Faz-me sempre sentir bem
Saber que algures alguém
Me deseja a melhor sorte
Meu destino é o presente
Sentir o pulsar da gente
Que avisto em meu caminho
E com quem me identifico
De me dar nunca abdico
Nunca assim sigo sozinho
Em tempos de infância dizia assim?
"Olha, olha!!!!
Queres ser meu amigo?
E éramos amigos
Queriamos lá saber se durava um dia
Se durava uma semana
Se um mês, ou para sempre?
Rentabilizávamos a amizade em proveito comum
Amigos sem contrapartidas
Sejamos crianças sempre..........
04.06.2008 - Nature
May 29 VIAGEM ERRANTEEmbarcamos em nova viagem
Seguimos ao longo da margem
Em busca de outras aventuras
Vamos viver nossos sonhos
Aproveitar os momentos risonhos
Branquear as ideias escuras
Encaramos de frente a jornada
Pisamos as pedras da calçada
Sentem-se as imperfeições
Vamos com elas aprender
Todo o erro que se cometer
Junta-se ao livro das lições
Nature - 29.05.2008
May 27 ALMA GÉMEAALMA GÉMEA
QUE É DE MIM SEM TI?
SE ÉS O AR QUE RESPIRO
SE ÉS O LIVRO ONDE ME INSPIRO
QUE É DE MIM SEM TI?
SE ÉS A ÁGUA QUE BEBO
SE ÉS MINHA FLOR, MEU TREVO
QUE É DE MIM SEM TI?
SE É TUA ALMA QUE ME ALIMENTA
SE É TEU BAFO QUE ME ACALENTA
QUE É DE MIM SEM TI
SE É TUA LUZ QUE ME ILUMINA
SE É TEU SABER QUE ME ENSINA
QUE É DE MIM SEM TI
SE ÉS MEU CAMINHO MAIS CERTO
SE ÉS QUEM EU SINTO PERTO
QUE É DE MIM SEM TI?
SE POR NÓS SEMPRE VIVI
SE POR NÓS SEMPRE SENTI
SEM TI SOU CORPO SEM VIDA
NEM GENTE SOU
APENAS SOMBRA ESCONDIDA
SEM TI SOU CHAMA APAGADA
NÃO SOU NINGUÉM
NEM SEQUER SOU NADA
NATURE - 27.05.2008
April 10 PEDAÇOS DE MIMPEDAÇOS DE MIM
Foi uma pinga vinda do vazio
Bateu forte na minha cabeça
E fez-me um buraco mesmo no alto
Gota lúcida, rápida como um rio
Sem solução para que me obedeça
Enregela-me tudo o que exalto
Quebram-se todas as minhas ideias
De tão célere que a pinga fura
Onde eu guardo todo o meu saber
Tudo estilhaça em partes meias
Pedaços de mim, de vida impura
Voam assim para quem entender
Caiu-me uma pinga
E furou-me a careca
E agora este frio
Rápido como um rio
Gela meus neurónios
Parte minhas ideias
Sustentadas em teias
Com mil caminhos
Sem fim de destinos
Num lapso abrupto
Ficam em mil bocados
Esvoaçam célere
por todos os lados
Espalham-se por aí
Por onde eu vivi
E um pouco de mim
vou deixando ao acaso
E quem for passando
Pedaços encontrando
É uma costela
Que estou a dar
Lasca de uma vida
Que devem guardar
Nature - 10.03.2008
March 18 SENSIBILIDADESSENSIBILIDADES
Negros instantes que por mim passam
Ideias loucas que me devassam
E me entregam à tristeza
São pensamentos que me fustigam
Momentos tristes que me castigam
Mantêm minh'alma presa
As amarras desta alma vadia
Sempre em busca de companhia
num dia de sol se soltarão
E um nobre sentido de partilha
Desprovida de toda a armadilha
Preencherá meu coração
A instabilidade que ontem sentia
Surge agora em poesia
Que me serve de alimento
São momentos de tempestade
Espicaçam-me a sensibilidade
Fazem-me homem atento
Nature - 18.03.2008
March 12 MURMÚRIOSMURMÚRIOS
NÃO SEI SE ESPERO AQUILO QUE QUERO PROCURO EM VÃO QUALQUER SOLUÇÃO NÃO SEI SE CONSIGO AQUILO QUE DIGO SEJA A QUE NÍVEL QUASE INATINGÍVEL NÃO SEI O QUE FAÇO AQUI NESTE PEDAÇO NESTA GUERRA INTERIOR EM BUSCA DO AMOR NÃO SEI ONDE JOGO AUSENTO-ME LOGO PENSO FORA DAQUI E PENSO EM TI NÃO SEI COMO ESTOU ONDE NÃO VOU VEJO SOLIDÃO AQUI MESMO À MÃO NÃO SEI SE DESILUDO AGARRO-ME A TUDO EM TUDO O QUE TENHO COLOQUEI EMPENHO NÃO SEI ENTENDER COMO DEVO APRENDER PORQUE SÓ SEI METADE DO VALOR DA AMIZADE NÃO SEI PORQUE ENCALHO NAQUILO QUE VALHO ESTAREI EU POSSESSO QUE DE NADA ME IMPEÇO PORQUE VOU ABAIXO E EM NADA ENCAIXO O QUE QUERO É VIVER COM TUDO APRENDER SEMPRE ACOMPANHADO CONTIGO AO MEU LADO PORQUE SIGO SOZINHO POR ESTE CAMINHO MURMURA-ME AO OUVIDO UM SEGREDO SENTIDO TUDO É COMO DANTES POR LONGOS INSTANTES COMECEMOS UM DIA COM NOVA MAGIA QUANDO A GENTE QUISER PARA O QUE DER E VIER
NATURE - 12.03.2008
March 10 ALIENADOSALIENADOS...
Vultos que se acotovelam Moribundos, enregelam Em vãos de escadas Por baixo de sacadas Sempre mal embrulhados Com retalhos de roupa rasgados Levantam-se esbogalhados Começam o dia cansados Lavam os olhos com a ponta dos dedos Iniciam o dia repletos de medos Percorrem as ruas desta cidade De nenhum deles se sabe a idade Desta cidade que os rejeita Cheia gente que não os respeita Nem por caridade apenas Dirigem palavras amenas Vasculham caixotes e sacos Entram em todos os buracos Há que enganar a fome De pedaços de quem não come De alguma coisa oferecida De uma côdea perdida Rebuscam os contentores À procura de alguns valores Algo que lhes seja útil Mesmo que seja inútil Guardam como um tesouro É como se fosse ouro São gente que nada tem Se calhar não são ninguém Apenas almas penadas Vivem desatinadas Apenas sombras de gente Alienados simplesmente Raça que se arrasta Por esta vida madrasta
NATURE – 10.03.2008 O MEU ESPAÇO REALO MEU ESPAÇO REAL Numa gaiola um corvo assobia
Numa da cortes tem um vitelo
NATURE February 25 SEGUNDA FEIRASEGUNDA FEIRA
Este dia da semana Que nos atrofia o esquema É um dia que me esgana Mas lhe vou dedicar um poema O domingo o antecede Dia sempre desejado Em que tudo o que se sucede Terá de ser do nosso agrado Vem então a segunda feira Sempre um dia de ressaca Recolhe-se a passadeira E dela ninguém escapa Custa tanto ir trabalhar Levantamo-nos ainda a dormir Arranjamo-nos sempre a arrastar Chega a hora de ir bulir Primeiro dia de trabalho Temos de nos adaptar Ideias na mente eu baralho Só me apetece sornar Estou melhor depois do almoço Depois da minha sopinha Já eu me sinto mais moço Concluo que esta vida é minha De tarde está-se melhor Mas ainda a bocejar A sorte podia ser pior Deixa esta aproveitar Tarde calma e sem sobressalto O tempo corre devagar Algum momento em que eu falto Vai-me fechando o olhar Cai a tarde neste dia Altura sempre ansiada Vou embora, quem diria? Estar um pouco sem fazer nada Mas há sempre algo a fazer Porque não vivo sozinho Os miúdos em casa a mexer Deixam tudo pelo caminho
Ao jantar é o costume Diria ser hora sagrada É como a família ao lume Tendo à volta a pequenada Aproveitamos para deitar cedo Recuperar energias perdidas Entrar na terça sem medo Prosseguir com nossas vidas
NATURE |
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