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    November 25

    Falar sobre YouTube - A nossa oficina.MPG

     

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    YouTube - A nossa oficina.MPG
      
    November 23

    Talking about YouTube - That's It - Trilho Cadeira

     

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    YouTube - That's It - Trilho Cadeira
      

    Falar sobre YouTube - That's It - Trilho da Conduta

     

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    YouTube - That's It - Trilho da Conduta
      

    Falar sobre YouTube - That's It - Trilho Feiteiras

     

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    YouTube - That's It - Trilho Feiteiras
      
    July 09

    FASES...

    Cansada vida amargura

    Desgastado corpo tortura

    Invadido por rios correntes

    Débil mente loucura

    Sob luz de viagem escura

    Tomada de ideias quentes

     

    Baldia passagem vazia

    Passada que está já um dia

    Que outro virá a correr

    Uma história de percurso

    Bruscas atitudes de recurso

    Tidas por quem não quer

     

    Mas o dia surgirá

    Sol radioso brilhará

    Força de luz e calor

    Obstinada vontade a subir

    Portas tidas por abrir

    Em fases de sofrida dor

     

    Nature - 09.07.2009

     



    June 29

    ESCREVER...

    Escrevo.......
    E solto-me ao vento
    rasgo-me o pensamento
    Retalhos do corpo e alma
    E atiro-me às ondas de letras
    Juntas, não mais são secretas
    Correntes inusitada calma

    Escrevo...
    E vivo qualquer aventura
    Arranco da ala escura
    Desejos, vontades, jogadas
    Momentos lançados ao mundo
    Verdades arrancadas do fundo
    Realidades outrora sonhadas

    Nature - 29.06.2009



     
    June 25

    MORRER DE AMOR

     

    Escorre por meu corpo quente

    Teu suco doce e viscoso

    Minh’alma de ti está carente

    Meu corpo de ti desejoso

     

    Solta em mim tuas loucuras

    Sem fome são alimento

    Com tuas gotas impuras

    Um mar em ti eu invento

     

    E subtilmente penetro em ti

    Em teus montes e bosques

    E cheiro-te aqui e ali

    Quero que em mim te enrosques

     

    E depois dos corpos fundidos

    De melodias aos nossos ouvidos

    De palavras, sons e gemidos

    Insanos prazeres vividos

    Nature - 26.06.2009

     

    June 09

    SOLTA-TE

     
    Morde-me mulher veneno
    Em imenso corpo pequeno
    Espalha molhada saliva
    Bebo-te mesmo sem sede
    Em bica agora sem rede
    De desejo e vontade viva

    Vem-te mulher diabo
    Cospe em mim doce escaldado
    Por um fogo que te consome
    Sinto teus orgasmos vadios
    Correm por mim como rios
    Por fendas e cantos sem nome

    E finalmente dás-te por rendida
    Depois de curada a ferida
    Suspiras de exaustão
    E eu, de corpo e alma
    Me rendo à tua calma
    Te guardo em meu coração
     
    Nature - 09.06.2009
    May 27

    Insinuaçóes

    Oh insana alma perversa mulher

    Não ouses provocar-me sequer

    Da perversidade eu sou tutor

    Ao teu ritmo quero e avanço

    Pensando que nunca me canso

    Eu corro em nome do amor

     

    Tu, dona prodígio veneno

    Mulher de corpo pleno

    Espetas fundo tua lança

    Cego e ousado penetrar

    Quente e húmido pulsar

    Aos poucos por mim avança

     

    Uma dança envolve-me o ser

    Musa pronta a me envolver

    Meu par de sonho encantado

    Sente-me as mãos q te roçam

    Sente-me os dedos que coçam

    Onde te mora o pecado

     

    Orgasmo de versos estrofes

    Sinto-te o mal de que sofres

    Vidas traçadas no papel

    Vontades desejos recalcados

    Inteiros partidos bocados

    Gravados em ti a cinzel

     

    Renego essa dor que corta

    Esconjura-me que não me importa

    Faz-me pedaço despedaçado vazio

    Em palavras assumo meus actos

    Resta a evidência dos factos

    Sou homem corpo vadio



    Nature - 27.05.2009

     
    May 13

    EVASÕES

     

    Rasgo-te a roupa feroz

    Procuro teu ninho do amor

    Dedo a dedo percorro-te veloz

    Quero o que tens de mais valor

     

    Braços fortes

    Espreitam sortes

    Encobrem-te com artes

    Lindas íntimas partes

     

    Lânguido, sôfrego, teso

    Brilho por demais aceso

    Bebo em ti teu leite doce

    Como se animal eu fosse

    Arrepios em mim a ferver

    Agora que sinto te ter

    Entrego-te  legado meu ser

    Em troca loucura gemer

     

    No final de contas

    Enquanto me montas

    Fazes de mim cavalo

    E a relinchar

    Faço de ti meu par

    Golpe de laço e estalo

    Nature - 12.05.2009

     


    March 31

    VI-TE

    Hoje vi-te

    Em palavras soltas

    Como bandos de gaivotas

    Ao sabor do vento

     

    Hoje vi-te

    Em palavras livres

    Como areias finas 

    Revoltas no mar

     

    Hoje vi-te

    Em palavras loucas

    Como crespas ondas

    Ao longo da costa

     

    Hoje vi-te

    Em palavras perdidas

    Como notas à deriva

    De um piano vazio

     

    Hoje vi-te

    Em palavras vivas

    Como pedras parideiras

    Sustentadas na rocha

     

    Hoje vi-te

    E gostei de te ver

    Em todas elas

    Eras tu...

     

    Nature - 31.03.2009

     

    March 18

    MOMENTOS COMUNS

    Aproveita cada momento comigo
    Sempre em mim tens um abrigo
    Num turbilhão de vivências
    esquece o tempo em que eu falto
    Dando por cima enorme salto
    Nas minhas quebras, minhas ausências
     
    Deixa-me acalmar tua chama
    Deitar-me contigo na cama
    Sentir de perto o teu doce
    Quero eu debelar teu fogo
    Sentir que te molhas logo
    Como se bombeiro eu fosse
     
    Porque na altura em que não estou
    Não deixo de ser quem sou
    Estudo apenas o que não aprendi
    pois até na minha ausência
    nunca cairá em falência
    O amor que sinto por ti
     
    Entra em mim porque sou teu
    Enche a alma ou coração meu
    Nem que por isso eu sufoque
    Sente-me a vibrar por ti
    Vive comigo o que eu já vivi
    Apenas com leve toque
     
    Nature - 18.03.2009
     
    March 04

    PERENE...

    Algo de anormal se passa
    Sente-se um frio que trespassa
    E deixa tudo enregelado
    Faz grande a distância dos corpos
    Surgem à tona os desejos mortos
    Todos relevam o tempo passado
     
    É uma vida que se escorre
    Como saber o que em nós morre
    O fim de um ciclo que se avista
    Serão ideias que se descruzam
    Fraquezas que de nós abusam
    Ou sonhos que se apagam da lista
     
    Quanto mais velho mais intolerante
    De vida em vida em viagem errante
    Como folhas de um livro que está por abrir
    As vidas da vida que nos é suprema
    Nascem e morrem de forma serena
    Em cada uma delas te vou descobrir
     
    Nature - 04.03.2009
     
                          
    January 13

    QUERIDA

    Acordaste os meus sentidos
    Avivaste a minha memória
    Agora és música para os meus ouvidos
    Agora és parte da minha história
     
    Coloriste minha massa cinzenta
    Puseste meus olhos felizes
    Agora és luz que me alimenta
    E palavras doces me dizes
     
    Assim permaneço tremendo
    Com desejos a que não me atrevo
    A ti,  sei que te entendo
    Amo-te da forma que devo
     
    NATURE - 13.01.2009
    November 12

    TU...

    TU...
     
    Fruto da sorte ou azar
    Feito fui eu para amar
    Feito para ser amado
    Que seja sempre a teu lado
     
    Dou-te tudo de mim
    A ti me entrego assim
    Despido de preconceito
    De alma livre no peito
     
    És a letrada que me ensina
    És a médica que me examina
    A enfermeira que bem me trata
    Porém es letra que me domina
    Um calmante como a morfina
    Veneno que a mim não mata
     
    A ti te rodeio
    Por ti me passeio
    Nunca te vejo o fim
    É teu meu galanteio
    És tu por quem eu anseio
    És quem eu quero para mim
     
    És fogo que em mim arde
    Que não se atreva a apagar porque é tarde
    Deixa o meu coração louco
    Outras vidas consegue por pouco
     
    És chama que me consome
    Remédio de insana fome
    Provento de coração e alma
    Num barco agitado
    Nas ondas desregrado
    De uma maré bem calma
    IM000113IM000929
    Nature - 12.11.2008
     
    September 24

    ESTRANHA LOUCURA

    Estranha loucura
     
    Estranha loucura esta
    Que a um louco se manifesta
    Sofro de ânsia da descoberta
    da busca em parte incerta
     
    Sofro de insatisfação
    Faço das tripas coração
    Numa procura desenfreada
    Do quase tudo e do pequeno nada
     
    São fases de corridinho
    Por todo e qualquer caminho
    Sei que um dia tudo acalma
    E quando o momento chegar
    Vou então poder dar
    Merecido repouso à alma
     
    Nature - 24.09.2008
     
     
    August 01

    QUE SOU EU?

    QUE SOU EU?
     
     
    Não sou homem, não sou nada
    Não sou faca nem espada
    Sou brisa leve no teu rosto
    Ou vento forte do sol posto
     
    Não sou homem, não sou nada
    Não sou tiro nem facada
    Sou o sussurro que te desperta
    para a vida que é incerta
     
    Não sou homem, não sou nada
    Não sou rua nem estrada
    Sou o trilho que percorres
    Onde estás sempre e não morres
     
    Não sou homem, não sou nada
    Não sou frente nem fachada
    Sou a sombra que te segue
    Pois a mim estás entregue
     
    Serei brisa ou serei vento
    Serei terra ou mesmo mar
    Sou teu tempo, teu momento
    Sou o sorriso do teu olhar
     
    Nature - 01.08.2008
    July 04

    EM TEU REDOR

    EM TEU REDOR
     
    Que colhes assim
    Se não olhas para mim?
    Que tentas ganhar
    Sem sequer me escutar?
     
    Sentes-te solta
    às portas do mundo
    Mas encontras-te envolta
    por redoma sem fundo
     
    Hoje ou amanhã
    Aqui ou acolá
    Dentro ou fora da norma
    Seja de qualquer forma
    Alguém há que te quer bem
    E quem não quer não é ninguém
     
    Nature - 04.07.2008
    July 02

    AI SE EU PUDESSE...

    AI SE EU PUDESSE…

     

    Ai se eu pudesse ter-te por momentos

    Se eu pudesse ouvir teus lamentos

    Quero matar essa fome

    Quero essa pica que aos poucos some

     

    Ai se eu te pudesse agarrar

    Se pudesse em ti penetrar

    Lamber teus poros molhados

    Abrir teus caminhos fechados

     

    Ai se eu te pudesse sentir

    Se eu pudesse ver-te sorrir

    Ver teus olhos contentes

    Sentir o mesmo que sentes

     

    Ai se eu pudesse agir por instinto

    Se pudesse mostrar o que sinto

    Tocar essa pele macia

    Ter-te nesta vida um dia

     

    Ai se eu pudesse….

     

    Nature - 02.07.2008

    June 20

    Viagem alucinante

    VIAGEM ALUCINANTE

     

    FOI UMA DECISÃO DE CORAGEM

    ESTA DE PARTIR EM VIAGEM

    PARA SABER O ESSENCIAL

    SOBRE O LIXO ESPACIAL

    SÃO OBJECTOS QUE ORBITAM

    SATÉLITES QUE SE LIMITAM

    DEPOIS DE TANTO CANSAÇO

    A FLUTUAR NO ESPAÇO

    PARTI DE MADRUGADA

    NUMA NAVE BEM PREPARADA

    RUMO A CÉU ABERTO

    COM DESTINO A LOCAL INCERTO

    SUBI SEMPRE NA VERTICAL

    SEMPRE À PROCURA DUM SINAL

    DO INFINITO QUE ME ESPERA

    DEPOIS DA ESTRATOSFERA

    COM OS COMANDOS SEMPRE À MÃO

    ULTRAPASSEI A VELOCIDADE DO SOM

    FIZ OS CÁLCULOS CORRECTOS

    PARA EVITAR OS OBJECTOS

    QUE CIRCULAM EM MEU REDOR

    SEJA DE QUE FORMA FOR

    A VISTA É IMPRESSIONANTE

    A VELOCIDADE É ALUCINANTE

    LEMBREI-ME DAS VELHAS SUCATAS

    ESCONDIDAS NAS NOSSAS MATAS

    FERROS VELHOS A FLUTUAR

    QUASE NÃO CONSIGO PASSAR

    FUI ATINGIDO DE REPENTE

    POR UM OBJECTO DIFERENTE

    PARTIU-ME OS VIDROS DE UMA VEZ

    ERA UM SATÉLITE FRANCÊS

    A PRESSÃO FOI-SE PERDENDO

    PORQUE CAIO NÃO ENTENDO

    FUI BATENDO EM CADA BOCADO

    DE LIXO ABANDONADO

    TENHO PÁRA-QUEDAS PARA AJUDAR

    NESTA TRAVAGEM QUE SE VAI DAR

    CUBRO A CABEÇA, ENCOLHO OS JOELHOS

    ACABARAM-SE OS FERROS VELHOS

    ESTE LIXO FLUTUANTE

        ARRUMOU COMIGO NUM INSTANTE

    SÓ ME RESTA VOLTAR A TERRA

                  MAIS UMA AVENTURA SE ENCERRA              

     

    Nature - 20.06.2008